domingo, 27 de junho de 2010

Tempo Em Dois

Por dias cansativos passei. Pensamentos ordinários e olhares buscando respostas em papéis de carta.
Eu precisei entender, estávamos em tempos errados. E nosso tempo acabou.
Pequei ao pensar que nossos sonhos eram os mesmos. Enquanto eu buscava rosas vermelhas, você encontrou uma enorme ponte de concreto e caminhou por ela.
E você ainda consegue sorrir para mim, todos os dias. Trazendo-me tortas de amora. Seu sorriso mecânico é de tão elevado ego. Quase irreconhecível.
Talvez eu ainda fosse capaz de morrer por você. É, provavelmente eu morreria. Não pelo mesmo amor, mas pelo meu coração de manteiga.
Amor em mim não falta, amor por você não falta. O que prometo, se torna real.
Eu prometi esquecer.
Sua presença não importa mais. Uma parte de mim você já levou.
E eu odeio você. E tudo o que você faz. E todas as pessoas com quem você conversa. E todos os sapatos que você usa.
Agora a história do amor esquecido... Continuará assim.
A culpa é extremamente sua e dos seus estúpidos discos.
Mas olhe e surpreenda-se: Eu estou bem agora.

Um comentário: