No céu, observei todas as flores que brilhavam e mantiam meus olhos abertos, fixados.
Deixei minha taça derramar sangue pelo seu vasto coração.
E vou me lembrar vagamente de algo que em algum tempo, por mais efêmero que fosse, foi amor.
Olhei pela sua janela e vi sua alma no horizonte, se despedaçando, desesperada por liberdade.
Seus olhos que invadem meus segredos, suas mãos que invadem minha pele... Na minha mente como um vidro embaçado pelo vapor.
Pela fechadura, observo seus sonhos. É o único momento que posso estar e observar, observar para sempre.
Embalei minha memória em sacos plásticos.
No final de tudo, nada se tornou.
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