Não há mais dor, não há mais alucinações. Agora a doença se foi, eu obtive a cura através do que estava nutrido no meu coração de tartaruga. Agora teria me tornado uma pedra no fundo de um oceano, se não fosse por você. Mas parece que permaneci na era medieval, enquanto você vive em tempos modernos.
Eu ainda consigo ver as luzes, elas me disseram que tenho uma ponte a construir. E sei que não será nada fácil, farei isso sozinha. Queria chegar em casa e te encontrar para dizer o quando estou melhor, que nas minhas veias agora corre apenas a vontade de sorrir sem temer novamente.
O tempo não soube me esperar, mas ele não pode me destruir, porque não quero perder mais nenhum segundo, recuperando todos que perdi enquanto você tentava me acordar.
É quase insuportável, irritante, ver a situação à qual me coloquei. Porque eu tinha a minha cura, eu tinha você, só não soube enxergar a tempo.
2009, Dezembro.
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