Não era para ela estar comigo. De alguma forma, atraí para perto.
Está aqui e trouxe paixão ardente consigo. Toda vez que reaparece, toma fôlego e sorri, na esperança de encher meu peito de conforto. Mas a agonia volta, no momento em que vai embora. Ela se vai e deixa vestígios de beijos, os quais nunca dei.
Deveria estar ao lado de um casal apaixonado, que de tanto olhar me arde os olhos.
Abro mão dessa nossa menina, só para ver mais de perto a felicidade que nunca será minha.
Mesmo sabendo que não tocarei novamente, os braços que por tantos dias, me ajudaram a levantar a carga que insiste em deitar-se sobre meus ombros.
Vá, menina. Mesmo doendo tanto saber que não verei seus cachos descendo pelo corpo, como as ondas da maré que resolveram trazê-la até mim.
Vá, menina. E leve o homem que desmancha minhas certezas, quando aparece ao lado de quem ocupa um lugar que foi meu. Mesmo sem saber, se por algum instante sequer, fiz da maneira certa, o que devia fazer.
Vá, minha menina. Envolva em alegria, o casal mais bonito que a natureza plantou.
E meu corpo que fique distante, desse sentimento intenso que algum vento malcriado deixou.
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